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Bike Fit ..............O que é isso?
Muitos já ouviram falar, alguns não tem a menor idéia do que é e outros já fizeram. E o resultado é: Funciona! E farei sempre que trocar algo em minha bike.
O que é o Bike Fit?
Se fossemos traduzir para o português seria algo como: “O encaixe do ciclista na bike”, a adaptação do ciclista e o ajuste da bike, portanto às vezes é trocar ou ajustar a posição de componentes como mesa, pedivela, clip ou o que for necessário para que o ciclista esteja na melhor posição para pedalar.
O que é a melhor posição para pedalar?
Dentre inúmeras definições, as quais vieram ao longo desses anos de existência do ciclismo sendo criadas por Eddy Merckx, Bernard Hinault , Arnie Baker, Mark Hodges, John Howard, Greg LeMond, Andy Pruitt, Cristopher Kautz dentre outros, hoje podem ser resumidas em “Ajuste da bicicleta a fim de deixar o ciclista confortável e seguro, produzindo cada vez mais velocidade sem gastar energia desnecessária, evitando lesões e tornando o pedal agradável”.
Claro que podemos dividir as situações, como para um ciclista recreacional, que visa ter uma bicicleta confortável e ter uma trilha, ou um pedal de estrada duradouro e prazeroso. Assim como podemos pensar em um atleta de elite, que pode preferir ter um pouco do seu conforto prejudicado para adquirir uma posição mais aerodinâmica e que produza mais potência. Neste caso ele visa velocidade, mas também não pode deixar o conforto completamente de lado, pois a posição desagradável pode deixá-lo com dores e sua velocidade diminuirá em conseqüência do desconforto.
Para quem e quando fazer?
Indicado a qualquer ciclista, seja moutain biker de provas de aventura, maratonas ou single-tracks; Triatletas, ciclistas de estrada ou recreacionais. Atletas amadores ou profissionais, e no caso de iniciantes o ideal é que haja uma orientação prévia no intuito da compra correta. Deve-se fazer um bike fit, sempre que estiver pedalando, seja para sanar a causa de uma dor ou à procura do posicionamento perfeito, lembrando que o nosso corpo passa por mudanças constantes, como lesões, mudanças de objetivo com provas diferentes (curta ou longa distância) ganho de flexibilidade, enfim, na média a cada 6 meses deve-se pensar nos objetivos que há pela frente, fazer uma avaliação física e traçar novas metas, pois muitas vezes pode-se deixar a bicicleta numa posição mais agressiva, mantendo conforto e você não sabe.
Métodos e materiais de avaliação
Ferramentas como goniômetro, prumo, trena e outros materiais que se parecem mais com os de um engenheiro. E hoje o ciclismo pode contar com o apoio da ciência para avaliação, com o uso de softwares, simuladores quase que reais e análise biomecânica com gráfico instantâneo de cada parte do ciclo da pedalada.
Como funciona um bike fit de verdade!
-Resumo das etapas:
1-Após um prévio agendamento, o ciclista passa por uma anamnese, nada mais que um diálogo, buscando detalhes e informações sobre histórico de lesões, dores freqüentes, tipo de pedalada. Quais objetivos existem em relação à bike, postura de trabalho, para saber suas possíveis influências na postura. Testes de flexibilidade, avaliação do arco do pé entre outras perguntas.
2-Após a medição da bike e antes das alterações, o ciclista inicia uma pedalada sobre um simulador para que dê inicio a avaliação.
3-Ajuste dos taquinhos da sapatilha até todas as modificações necessárias, como altura do canote, ajuste de selim, mesa, guidão etc.
4- Normalmente há um retorno em 30 dias.
Fatores como pedivela e guidão, alinhamento dos manetes, bar end, e principalmente ajuste dos taquinhos são comumente achados em tamanhos e posições fora do padrão ideal para determinado ciclista, por isso vale a pena uma avaliação feita por profissional, que dura em torno de 2h.
Por que fazer?
Muitas vezes ouvimos que alguém fará um bike fit porque esta sentindo dores, e é exatamente isso que tem que mudar, pois assim como a hidratação onde existe aquele ditado: “antes de sentir sede tem que beber água”, na bike é igual, pois muitas vezes já estamos pedalando com a postura inadequada o com material incorreto e no futuro sentimos dores e nos machucamos. E o fator que considero o mais importante é o conforto, pois onde há conforto há performance, logo se estamos nos sentindo bem em cima da bike, por lá ficaremos horas e horas!
texto por: Igor Laguens |

David B. Taveira (direita) na conclusão do curso de BIKE FIT com Cleber Anderson Ricci (esquerda)


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